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Em Comportamento Textos Thaislane Costa Vida cristã
Uma questão de tempo
Postado em 27 de set. de 2018
Quanto do seu tempo você gasta com Deus?
O dia tem 24 horas, certo? Convertendo para minutos, teremos ao todo 1440. Deus nos deu, por dia e todos os dias, 1440 minutos para gastarmos como quisermos.
Vamos, então, fazer uma análise do seu dia. Dentro desses 1440 minutos, quanto tempo você tira para dormir?
Dizem que, uma pessoa normal, precisa de cerca de 8 horas de sono. Beleza, transformando isso em minutos, daria cerca de 480 minutos. Ainda te restam 960 minutos para serem gastos. Vamos supor que você, durante o dia inteiro, gaste cerca de 2 horas comendo. Contando o café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Ainda resta para você 840 horas. O que mais você faz? Ah, vamos descontar 30 minutos para o banho. Ainda restam 810. Se você estuda ou trabalha, vamos tirar 8 horas do seu dia para esses afazeres, acho que é tempo suficiente. Ficamos então com um balanço de 330 minutos. Ainda resta quase 6 horas, e então o que fazer? Passamos o restante dos nossos minutos assistindo série, filmes, conversando no whatsapp, no facebook, instagram… e, às vezes, até tiramos dos nossos 480 minutos de sono e ficamos noite a fora na internet. Depois, vamos dormir, afinal estamos exaustos.
Mas, quando estamos precisando de algo ou até quando estamos de muito bom humor, dedicamos alguns minutinhos para Deus. Quanto tempo? 5 minutos? 10? 30?
De 1440 minutos que Deus nos dá o que temos devolvido (muitas vezes com um grande esforço) à Ele? Não chega a 2%. Àquele que te deu a vida e todos esses minutos que você tem, por muitas vezes, desperdiçado não tem recebido de você nem ao menos 10% do seu tempo.
Reclamamos muito do tempo que tem passado rápido demais, mas talvez não estejamos sabendo, de fato, administra-lo. Gaste mais do seu tempo com Deus, “perca” tempo orando, lendo a bíblia, assistindo uma pregação. Tempo com Deus jamais será desperdiçado.
Você não precisa deixar de cuidar da sua família, do seu trabalho, dos seus estudos. Você não precisa se abdicar de assistir à uma série ou um filme, ou de conversar no whatsapp. Só pense bem na forma que tem administrado o seu tempo. Ele é um presente dado por Deus e, de alguma forma, daremos conta do mesmo à Ele.
Em Mateus 25.14-30, Jesus conta a parábola do homem que foi viajar e entregou moedas a cada um de seus três empregados. Ao voltar, esse homem foi prestar conta do dinheiro à cada um deles. Dois deles investiram as moedas e lucraram o dobro e, assim, devolveram ao patrão. Já o terceiro, como um mau investidor, enterrou sua moeda e acabou perdendo tudo. “Porque aquele que tem muito receberá mais e assim terá mais ainda; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele” (v.29).
Podemos pegar um gancho dessa ilustração e trazer para nossa realidade do tempo. Quanto mais tempo tiramos pra Deus e investimos Nele, mais tempo teremos. É como Jesus disse em Mateus 6.33, ao buscarmos primeiro Deus e o Seu Reino, o resto nos será acrescentado.
Que possamos investir mais tempo com Deus, mesmo que seja entre o intervalo do almoço, ou na volta para casa. Que possamos, ao longo do dia, chamar Jesus para tudo quanto formos fazer. Que possamos incluí-lo em nossa rotina. Assim, perceberemos que teremos mais tempo para cuidar das demais coisas, pois seremos bons investidores do nosso tempo. A vida é um sopro, então que possamos investir nosso tempo com o que realmente vale à pena, Jesus.
Jesus respondeu:— “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente.” Este é o maior mandamento e o mais importante. E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: “Ame os outros como você ama a você mesmo.
Nada escrito na bíblia foi escrito ali por acaso. Cada vírgula, cada trocadilho, cada coisa que, muitas vezes, nos passa despercebido, tudo foi posto ali com um propósito. Tenho certeza que Jesus, com sua infinita sabedoria, ao dizer essas palavras sabia o peso e o impacto que elas teriam até o dia de hoje.
Algumas pessoas indagaram a Jesus acerca dos mandamentos, perguntando-lhe qual, ao seu ver, era o mais importante deles. Jesus, sabiamente, respondeu que o maior mandamento era, de fato, o amor. E nessa resposta de Jesus precisamos observar os três tipos de amores que Ele nos ensina a tornar como prioridade em nossas vidas. Vou falar dos três, mas o que eu mais quero frisar hoje é o terceiro e tão importante quanto. Então, esse texto é para você, que precisa se amar mais, que precisa entender o quão importante é se amar, se amar e se amar um pouquinho mais.
O primeiro e mais importante é AMAR À DEUS. Esse deve ser o primeiro e maior tipo de amor que devemos cultivar em nossos corações. Amar a Deus não é gostar. Não é ter medo. Não é barganhar. Amar à Deus é se entregar, é renunciar o seu eu, a sua vontade para cumprir e seguir a vontade Dele. Talvez, em algum momento ao ler isso você pense: Então amar a Deus é chato pra caramba. Eu tenho que renunciar a minha vontade… é uma vida inteira de abdicações. Não! Não é. Imagine duas pessoas que se gostam e iniciam um relacionamento. Haverá momentos onde elas precisarão renunciar a própria vontade para fazer o outro feliz. Precisará negar à algumas de suas necessidades em prol desse amor. Assim deve ser nossa relação com Deus. Precisaremos, por vezes, negar aos desejos da nossa carne para nos manter fiel à Deus. E quando é amor, deixar algumas práticas antigas não se torna algo penoso, mas se torna um prazer. Pois saberemos que, de alguma forma, estaremos fazendo quem nós amamos (Deus) sorrir, e isso será eternamente gratificante.
O segundo amor que o texto se refere é o amor ao próximo, e o próximo não necessariamente será alguém que você já tem por perto. Até porque, amar a quem te faz bem é muito fácil. Amar a quem te ajuda é fácil. Amar a quem te ama de volta é uma consequência. Precisamos então aprender a amar àqueles que jamais nos amarão de volta. Amar àqueles que, um dia, nos fizeram sofrer. Não disse que é fácil, isso requer tempo e amadurecimento. Mas o primeiro passo para amar essas pessoas que tanto já nos agrediram é o perdão. Talvez seja a igreja que não te acolheu. Talvez seja o seu pai que te maltratou na infância. Talvez seja alguém que, voluntária ou involuntariamente, partiu o seu coração. Amar ao próximo também é amar àqueles que estão por aí, sofrendo e precisando de nossa ajuda. Amar ao próximo é ter empatia. É ajudar ao próximo.
Mas o amor ao outro só será possível quando entendermos o outro amor ao qual o texto se refere, o amor próprio. Como já disse, acredito que Jesus jamais afirmaria tais palavras se não quisesse nos ensinar algo sobre o amor próprio. Ele diz, de forma clara: ame os outros como você ama a você mesmo. Temos vivido hoje em uma geração onde o amor próprio, muitas vezes, fora deixado de lado. Garotas e garotos sofrendo por amar à alguém que não corresponde à esse sentimento. Pessoas sofrendo por não aceitarem o próprio reflexo visto no espelho. Jovens cada vez mais depressivos por não encontrarem a paz. Amar a alguém só será possível quando você amar você primeiro!
Você só poderá querer o amor de alguém por você quando passar a se amar, se aceitar. A forma como nós nos amamos é como ensinamos outras pessoas a nos amar também. Então o texto de hoje não é apenas uma reflexão padrão sobre como devemos amar a Deus e ao próximo. Esse texto é para você, que precisa se amar, se aceitar.
Talvez a sua vida sentimental esteja mesmo uma bagunça, porque você tem se submetido à amores pequenos. Você tem se amado tão pouco que tem aceitado um amor raso, de um alguém que não te respeita, não te coloca pra cima, não te transborda. Mas eu preciso te dizer que, apenas quando você se encher de amor por você é que você entenderá que não merece esse tipo de “amor”, se é que podemos chamar assim.
E, sim, quando você entende o amor de Deus por você e você passa a ama-Lo também, você percebe que, involuntariamente, você se enche de amor por dentro, e compreende que não precisa de buscar em pessoas o amor que, primeiro Deus e depois você mesmo consegue suprir.
Portanto, se ame mais! De verdade! Não procure em ninguém o amor que você precisa ter em você e por você! Jesus não diria para você se amar se isso não fosse, de fato, um dos maiores mandamentos. Ame você! Olhe no espelho e veja a pessoa linda que você é. Compreenda o seu valor, o motivo da sua existência. Eu sei como é difícil viver uma vida amando mais alguém do que a você mesmo, mas o mandamento não é esse… você só deve amar ao próximo como ama a você mesmo!!!
O amor próprio não deve surgir apenas quando lhe faltar o amor do outro, mas deve ser uma prioridade em sua vida. Ame a Deus, ame você, e depois o outro com o mesmo amor. Seja feliz, seja livre, seja amada por você! Você merece!!!
Em Devocional Textos Thaislane Costa Vida cristã
Mantendo acesa a chama do primeiro amor
Postado em 15 de abr. de 2018
O fogo do altar nunca se apagará; deverá ficar sempre aceso. Todas as manhãs o sacerdote porá lenha no fogo, arrumará em cima a oferta que vai ser completamente queimada e queimará a gordura das ofertas de paz. O fogo nunca se apagará no altar; deverá ficar sempre aceso.” Levítico 6.12-13
Precisamos primeiramente compreender que nenhuma palavra escrita na bíblia foi posta ali por um acaso. Cada trecho da palavra, mesmo os mais “insignificantes”, tem um motivo de estar ali. Essa passagem de Levítico foi dita por Deus, por intermédio de Moisés, para que o povo entendesse a respeito das ofertas queimadas. No verso 12, há um detalhamento sobre o que deveria ser feito para que o fogo do altar não se apagasse.
Hoje, graças ao livre acesso ao Pai, concedido pela morte e ressurreição de Jesus, não precisamos oferecer sacrifícios como no antigo testamento, mas podemos fazer um gancho entre as ofertas queimadas com a nossa vida espiritual.
Nós somos o altar, o fogo seria o nosso primeiro amor com Deus e, assim como a lenha era usada para manter o fogo acesso, a comunhão com Cristo é a forma de mantermos nossa chama do primeiro amor acesa.
Sendo assim, precisamos ter nosso momento de comunhão com o Senhor todos os dias, para que a Sua presença em nós nunca se apague. Mas de que forma? Sempre colocando lenha. Muitos de nós querem manter sua chama acesa, mas no lugar da lenha da comunhão querem viver de qualquer maneira e apenas jogar vento no fogo.
Em alguns casos, além de não colocar lenha, ainda jogam água. Jogam água quando gastam mais tempo com conversas que não edificam do que lendo a bíblia, quando voltam a pensar e fazer coisas que não faziam mais, e assim agridem o coração e o caráter de Deus. E essas práticas se tornam tão frequentes que de repente a chama do primeiro amor por Deus se apaga.
E não adianta querer culpar o diabo, ele não tem poder de apagar a chama da sua comunhão. Manter o fogo aceso depende de você! Depende exclusivamente do tempo que você tem gasto com oração, com bíblia, com comunhão! E essa comunhão nada mais é do que a intimidade com Deus, o relacionamento com Ele.
Que possamos, como Paulo nos orienta em Romanos 12, nos oferecer completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao Seu serviço e agradável a Ele, nos enchendo de coisas do alto e nos esvaziando das coisas desse mundo, mantendo assim a chama do primeiro amor sempre acesa em nossos corações!
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